MBL, FÉRIAS E PRIVILÉGIOS


Projeto AprovadoA ex-comunista e hoje menina de ouro do MBL, a Vereadora Carol Gomes (PSDB) dias atrás postou em sua página no Face, uma bem produzida propaganda que com o título “PROJETO APROVADO” informa da aprovação – em primeiro turno – de Emenda a Lei Orgânica Municipal que graças a sua iniciativa “diminui o recesso dos vereadores na nossa cidade”.  Explica a seguir que “extinguimos as “férias” que existiam no mês de julho e colaboramos para uma gestão mais participativa e voltada para servir o cidadão”. E conclui “Uma honra para mim encampar essa luta e deixar um legado para as próximas legislaturas da Casa”.

cotasPois é, analisando a emenda aprovada, ao contrário da menina de ouro do MBL e de vários outros vereadores, não acredito que a população ache que tal medida mereça grandes comemorações, nem seja merecedora de tantos (auto) elogios.

Isso porque apesar da redução no número de dias de férias, persiste o tratamento diferenciado entre “eles” – os vereadores – e “nós” – os cidadãos comuns pagadores de impostos.

Tratamento diferenciado que registre-se de há muito tem sido e continua sendo concedido por “eles” para “eles” mesmos. Ou seja, infelizmente, o projeto aprovado comprova que “culturalmente” nada mudou, já que nossos nobres edis continuam acreditando ser merecedores de receber tratamento diferente dos demais servidores municipais – não é isso que eles são? – e assim gozar de alguns privilégios no exercício de seus mandatos.

BOBOSPor outro lado, se em sua propaganda afirma a vereadora que a medida proporcionará maior efetividade na gestão e na participação da população, resta a pergunta: Porque tratando-se de uma mudança na Lei Orgânica não propôs a vereadora a realização de pelo menos uma única audiência pública sobre o assunto? Se esta é mesmo uma medida tão importante porque não consultar a população? Será que se a população fosse consultada a diminuição não teria sido mais radical, pondo definitivamente fim a este privilégio?

Enfim, se culturalmente nada mudou, qual o motivo de tanta euforia?
Afinal, se era para mudar, porque manter privilégios…Ou será que a vereadora também acredita que no exercício de seu mandato de “funcionária pública” merece receber tratamento diferenciado de todos os demais funcionários públicos…

Com a palavra Carol Gomes…

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