Jafar Panahi

por João Baptista Pimentel Neto
jornalista, gestor e produtor cultural

Por sua natureza libertária e essencialmente cineclubista, uma exibição programada pelo Tela Tudo Clube de Cinema de Maceió chamou a atenção deste Marv@da C@rne, que de pronto resolveu apoiar e divulgar a atividade junto a todos os seus leitores.

Trata-se da exibição do filme O Círculo, do cineasta iraniano Jafar Panahi que desagradou às autoridades iranianas ao apoiar Mir Hussein Mussavi, o candidato oposicionista, na eleição presidencial de junho de 2009. Posteriormente, sua casa foi invadida, e a sua coleção de filmes, tachada de “obscena”, foi apreendida. O cineasta foi preso em março de 2010 e, durante seus 88 dias de detenção, fez greve de fome. Mais tarde foi impedido de comparecer ao Festival de Cinema de Veneza, em setembro. Na ocasião, várias personalidades do cinema – como Steven Spielberg Juliette Binoche – manifestaram apoio a ele. “Não compreendo a acusação de obscenidade dirigida contra clássicos da história do cinema, nem compreendo o crime do qual sou acusado”, declarou o cineasta iraniano à corte. Em 16 de novembro de 2010, Panahi foi a julgamento, acusado de fazer um filme sem autorização e de incitar protestos oposicionistas.

Após uma onda mundial de protestos, da qual participaram também o CBC / Congresso Brasileiro de Cinema e o CNC / Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, o cineasta quase desapareceu do noticiário desde a confirmação, em outubro de 2011, da sentença de 6 anos de prisão, e 20 anos sem escrever roteiros, dirigir filmes ou dar entrevistas. Neste contexto, cabe, então, antes de tudo, perguntar a quem souber como está Jafar Panahi, cujo último filme (!?!) intitulado “Isto não é um filme” estreou a cerca de uma semana atrás na pequena sala do Cine Jóia, no Rio de Janeiro.

Assim é que, por também considerar esta uma causa justa, o Marv@da C@rne engrossa estas fileiras e apoia a luta pela liberdade do cineasta iraniano e também pergunta:

Como está Jafar Panahi?

Boa dia e boa leitura.

João Baptista Pimentel Neto
o “marv@do”

* Confira abaixo as informações sobre a exibição que será realizada pelo Tela Tudo Clube de Cinema de Maceió, Alagoas.

* Leia também o artigo Jafar Panahi – como está ele?, do cineasta Eduardo Escorel publicado na Revista Piauí e a íntegra do texto em sua defesa escrito pelo próprio cineasta iraniano.

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Tela Tudo Clube de Cinema
protesta pela libertação de Jafar Panahi

Voz e tela para Panahi.

Tela Tudo Clube de Cinema realiza neste sábado (26) uma sessão em protesto pela libertação do cineasta iraniano Jafar Panahi, com a exibição de uma de suas obras mais inquietantes, O Círculo. Detido por 88 dias em 2010, durante os quais fez greve de fome, ele foi condenado a não poder realizar filmes nos próximos 20 anos, e nós, à perda do seu cinema engajado. Passado o tempo e o furor de importantes protestos em todo o mundo, que incluem a realização em prisão domiciliar de Isto não é um filme, como ficará Panahi? A sessão começa às 14h30min, no Cine SESI Pajuçara. A entrada é gratuita.

Em O Círculo, o drama da mulher iraniana é filmado em estrutura circular, onde três mulheres que recebem indulto temporário para deixar a prisão precisam enfrentar a repressão da sociedade islâmica, que lhes priva até do direito de comprar uma passagem de ônibus para deixar a região. Carregado de intensidade dramática, o filme humaniza a trajetória dessas três mulheres com desejos e anseios diferentes, mas igualmente vítimas de cotidianas formas de repressão. A obra ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2000.

Serviço
O Círculo, de Jafar Panahi
2000, 90min, Irã

Quando: 26 de maio de 2012, SÁBADO, às 14h30min
Onde: Cine SESI Pajuçara, Maceió, AL

Entrada Gratuita
Classificação Indicativa:
 14 anos

Realização
Tela Tudo Clube de Cinema

Parceria
Centro Cultural SESI

Apoio
CBC / Congresso Brasileiro de Cinema
CNC / Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
Observatório Cineclubista Brasileiro
Blog do Marv@da C@rne

Créditos
Cartaz, banner e visual do site:
 Amanda Nascimento

Texto-convite: Jafar Panahi, em carta às autoridades iranianas 
Edição de informações:
 Lis Paim e Nivaldo Vasconcelos

* Carta divulgada mundialmente em redes sociais e sites de notícias. Tradução de Ana Luiza Baesso.
* André Bazin.

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Jafar Panahi – como está ele?

por Eduardo Escorel

Tudo que se move numa tela é cinema.

Essa é a primeira frase da autobiografia de Jean Renoir, Ma vie et mes films [Minha vida e meus filmes], publicada em 1974, sem edição brasileira.

Aceitando o critério de Renoir, seria difícil entender o título do filme de Jafar Panahi. Por que Isto não é um filme, produzido por 3200 euros, não seria um filme sendo feito de imagens em movimento projetadas numa tela?

Para Renoir, “um filme sobre geografia é cinema tanto quanto Ben Hur. Um filme que ensina o alfabeto às crianças é cinema, da mesma maneira que uma grande produção com pretensões psicológicas.”

Parece haver ao menos duas possibilidades, ambas plausíveis, embora contraditórias, para entender o título do filme de Panahi. Por um lado, sugere a existência para ele de uma hierarquia entre o que gostaria de estar fazendo – uma encenação ficcional, que consideraria um filme – e o que tem condições de fazer – um documentário realizado sob restrições severas, que para ele não é um filme. Ao mesmo tempo, fazer um não filme seria uma forma de protestar – talvez só a que lhe resta no momento em que ainda guardava certa esperança de ter sua pena anulada.

Sendo ou não um filme para Panahi, Isto não é um filme cumpre a função de nos lembrar dele. Ele quase desapareceu do noticiário desde a confirmação, em outubro de 2011, da sentença de 6 anos de prisão, e 20 anos sem escrever roteiros, dirigir filmes ou dar entrevistas. Cabe, então, antes de tudo, perguntar a quem souber como está Jafar Panahi.

A pouca informação é ainda mais desconcertante por vir em seguida a um período de pouco mais de um ano em que ele não saiu do foco da mídia. Depois da sua prisão, em março de 2010, sob pretexto de que estava fazendo um filme “contra o regime sobre os eventos que se seguiram à eleição [de 2009]”, Juliette Binoche chorou no Festival de Cannes ao saber que Panahi estava em greve de fome, petições pedindo sua libertação foram assinadas por celebridades mundiais, exibições de seus filmes foram feitas mundo afora, o American Repertory Theater, de Boston, dedicou a encenação de Prometeu acorrentado a Panahi, na esperança de “dar voz aos atualmente silenciados ou ameaçados por opressores contemporâneos”, e Isto não é um filme estreou no Festival de Cannes de 2011, depois de sair do Irã em um pena drive camuflado dentro de um bolo – tudo, aparentemente, sem nenhum efeito benéfico. Ao contrário, em outubro de 2011, a sentença de Panahi foi ratificada e até onde consegui saber seguiu-se o silêncio em torno dele que perdura até hoje.

Como está Jafar Panahi?

Em que resultou a campanha de filmes de protesto e manifestações públicas pela libertação de Panahi anunciada, em janeiro de 2011, pela ONG Cine Foundation International, sediada em Londres? Os seis longa metragens e vinte curtas que seriam encomendados foram realizados?

A ONG chegou a criar, conforme anunciado, o mecanismo de protesto em vídeo que se chamaria White Meadows [Prados brancos] “permitindo a qualquer pessoa no mundo gravar uma breve declaração em vídeo sobre Panahi”? Estava previsto ainda um comando no alto, permitindo saída rápida para quem estivesse em um país no qual gravar uma declaração fosse arriscado. Haveria também uma opção para escurecer a tela e distorcer a voz. As declarações em vídeo seriam gravadas em mp4, “dando-lhes máxima capacidade transmedia”.

Será ceticismo em excesso da minha parte, ou isso tudo parece não só ingênuo, mas um tanto infantil?

No site da Cine Foundation International há, de fato, a indicação de 6 vídeos de curta-metragem, feitos em 2011, pedindo a libertação de Panahi. Um é anônimo, os outros cinco são assinados e foram produzidos nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Rússia e no México.One White Baloon (for Jafar Panahi), dirigido por Peter Rinaldi, e outro sem título, dedicado e Jafar Panahi, estão disponíveis no Vimeo.

A impressão, porém, é que a partir de outubro de 2011 nada mais foi feito.

Como está Jafar Panahi?

Isto não é um filme estreou no Rio há uma semana. Domingo passado, no fim da tarde escura, além da ameaça de chuva, as ruas de Copacabana pareciam mais vazias do que de hábito, talvez por causa do fim de semana prolongado com o feriado de 1º de maio. Na pequena sala do Cine Joia, de 87 lugares, no subsolo do shopping center em que as lojas estavam fechadas, 14 espectadores esperavam o filme começar. Quantos filmes resistiriam a um conjunto de circunstâncias tão melancólicas?

O interesse inicial de Isto não é um filme talvez esteja mais no ato, no gesto, no simples fato de ter sido feito. Mas não deixa, por isso, retomando a definição de Renoir, de ser um filme.

Chama atenção o artificialismo das primeiras sequências, fruto talvez do fato de Panahi ser um diretor de filmes de ficção, e não de documentários. Os dois primeiros longos planos fixos parecem indicar um desejo de controle, de rigor formal, conflitante com a situação real que está sendo registrada. E quando no final do segundo plano, Panahi lembra de pegar a câmera e sai caminhando com ela, parece não tolerar a oscilação da imagem que por alguns segundos revela certa espontaneidade, cortando logo para outra cena.

A presença de um lagarto que responde pelo nome de Igi (será mesmo um lagarto ou terá outro nome esse estranho réptil?) contradita a aparência de serenidade e racionalidade de Panahi. Ou será comum criar lagartos em casa no Irã?

Ao incluir a sequência da menina quebrando o gesso do braço e se recusando a continuar a ser filmada, extraída do seu próprio filme, O espelho, de 1997, Panahi recorre a uma metáfora óbvia da situação em que se encontra e da necessidade de romper com o que planejara, admitindo que o início do filme lhe “pareceu ensaiado”.

A alternativa que lhe ocorre é “contar a história do último filme que não conseguiu fazer”, o que também acaba parecendo insatisfatório. Se fosse possível “contar o filme, para quê fazê-lo”, conclui antes de se afastar da câmera com impaciência.

O que parecem explosões e tiros não passam de fogos de artifício comemorando o ano novo persa, celebrado em março. Panahi acaba concluindo que “o que importa é documentar tudo”, e para isso “é importante que as câmeras fiquem sempre ligadas”.

Quando surge um empregado do prédio para recolher o lixo, parecendo mais um ator do que um personagem real, Panahi entra no elevador com ele e acompanha a coleta andar por andar, até chegarem ao térreo e se aproximarem do portão, vendo-se fogueiras comemorativas do ano novo na rua. A recomendação que Panahi ouve do empregado é de não sair por que “podem ver o senhor com a câmera”.

Estar com a câmera seria uma transgressão. Filmar seria arriscado. O cinema, no Irã, é considerado uma ameaça ao regime.

Como está Jafar Panahi?

Texto-convite, por Jafar Panahi*

“Julgar-nos é julgar todo o cinema social iraniano”

Ilmo. Sr. Juiz, permita-me apresentar minha defesa em duas partes distintas.

Primeira parte: o que se diz

Nos últimos dias, revi vários de meus filmes preferidos da história do cinema, embora grande parte de minha coleção tenha sido confiscada durante o ataque à minha residência, ocorrido na noite de 19 de fevereiro de 2009. Na verdade, o Sr. Rassoulof e eu estávamos rodando um filme do gênero social e artístico quando as forças que alegavam fazer parte do Ministério da Defesa, sem apresentar nenhum mandado de busca oficial, a um só tempo nos prenderam, bem como a todos os nossos colaboradores, e confiscaram todos os meus filmes, que nunca me foram restituídos posteriormente. A única alusão feita a esses filmes foi a do juiz de instrução do processo: “Por que essa coleção de filmes obscenos?”.

Gostaria de esclarecer que aprendi meu ofício de cineasta inspirado por esses mesmos filmes que o juiz chamava de “obscenos”. E, acredite, não sou capaz de entender como um adjetivo como esse possa ser atribuído a tais filmes, assim como sou incapaz de compreender como se pode chamar de “delito de opinião” a atividade pela qual hoje querem me julgar. Julgam-me, na verdade, por um filme que ainda não tinha nem o seu primeiro terço rodado quando fui preso. O senhor certamente conhece a expressão que diz que pronunciar apenas metade da frase “não existe nenhum deus além do grande Deus” é sinônimo de blasfêmia. Então, como se pode julgar um filme antes mesmo que ele esteja pronto?

Não sou capaz de entender nem a obscenidade dos filmes da História do cinema nem a acusação que é proferida contra mim. Julgar-nos é julgar todo o cinema engajado, social e humanitário iraniano; o cinema que pretende se posicionar para além do Bem e do Mal, o cinema que não julga e que não se põe a serviço do poder e do dinheiro, mas que dá o melhor de si para apresentar uma imagem realista da sociedade.

Acusam-me de ter desejado promover o espírito de tumulto e de revolta. No entanto, ao longo de toda a minha carreira de cineasta, sempre me declarei um cineasta social e não político, dotado de preocupações sociais e não políticas. Nunca desejei atuar como um juiz ou um procurador; não sou cineasta para julgar, mas para fazer enxergar; não pretendo decidir pelos outros nem prescrever-lhes o que quer que seja. Permita-me repetir minha intenção de posicionar meu cinema para além do Bem e do Mal. Esse tipo de engajamento sempre custou caro a meus colaboradores e a mim mesmo. Sofremos os prejuízos da censura, mas é a primeira vez que se condena e prende um cineasta para impedi-lo de fazer seu filme. Também pela primeira vez é feita uma perquisição na casa do referido cineasta e sua família é ameaçada enquanto ele passa uma “estadia” na prisão.

Acusam-me de ter participado de manifestações. A presença de câmeras era vetada durante essas reuniões, mas não se pode proibir que cineastas participem delas. Minha responsabilidade enquanto cineasta é observar para, um dia, manifestar o que vi.

Acusam-nos de ter começado as filmagens sem solicitar a autorização do governo. Devo esclarecer que não existe nenhuma lei promulgada pelo Parlamento que se refira a tais autorizações. Na verdade, existem apenas circulares interministeriais, que mudam à medida que mudam os vice-ministros.

Acusam-nos de ter começado as filmagens sem apresentar o roteiro aos atores do filme. Nosso modo de fazer cinema, que recruta principalmente atores não profissionais, adota essa prática costumeiramente. Tal acusação me parece muito mais um produto do humor deslocado do que do setor jurídico.

Acusam-me de ter assinado petições. De fato, assinei uma petição na qual 37 dos nossos mais importantes cineastas declaravam sua inquietação quanto à situação do país. Infelizmente, em vez de ouvir esses artistas, acusam-nos de traição; e, no entanto, os signatários dessa petição são justamente as pessoas que sempre reagiram primeiro às injustiças do mundo todo. Como desejam que eles permaneçam indiferentes ao que acontece dentro de seu próprio país?

Acusam-me de ter fomentado manifestações no festival de Montreal; essa acusação não se baseia em lógica alguma, já que, enquanto diretor do júri, eu estava em Montreal havia apenas duas horas quando as manifestações começaram. Sem conhecer ninguém na cidade, como eu poderia ter organizado tais eventos? Talvez não se faça um esforço para lembrar, mas, durante esse período, nossos compatriotas se reuniam a fim de manifestar suas exigências.

Acusam-me de ter participado de entrevistas com as mídias de língua persa de fora do meu país. Mas não existe nenhuma lei proibindo tal ato.

Segunda parte: o que eu digo

O artista representa o espírito observador e analista da sociedade à qual ele pertence. Ele observa, analisa e procura apresentar o resultado disso em forma de obra de arte. Como se pode acusar e incriminar quem quer que seja em função de seu espírito e de sua maneira de enxergar as coisas? Tornar os artistas improdutivos e estéreis é sinônimo de destruir todas as formas de pensamento e de criatividade. O ataque efetuado à minha residência e a minha prisão e a de meus colaboradores representam o ataque do poder contra todos os artistas do país.

A mensagem transmitida por essa série de ações me parece bem clara e triste: quem não pensa como nós se arrependerá…

Finalmente, gostaria também de lembrar ao Tribunal outra ironia que diz respeito a mim: o espaço dedicado a meus prêmios internacionais no museu de cinema de Teerã é maior que minha cela penitenciária.

Seja lá como for, eu, Jafar Panahi, declaro solenemente que, apesar dos maus-tratos que ultimamente tenho sofrido de meu próprio país, sou iraniano e quero viver e trabalhar no Irã. Amo meu país e já paguei o preço por esse amor. No entanto, tenho outra declaração a acrescentar à primeira: sendo meus filmes provas irrefutáveis disso, eu declaro acreditar profundamente na observância das leis “dos outros”, da diferença, do respeito mútuo e da tolerância – a tolerância que me impede de julgar e de odiar. Não sou tomado de ódio nem mesmo pelos meus interrogadores, porque reconheço minha responsabilidade para com as gerações futuras.

A História com “H” maiúsculo é muito paciente; as pequenas histórias passam diante dela sem se dar conta de sua insignificância. De minha parte, preocupo-me com essas gerações futuras. Nosso país está muito vulnerável e somente a instauração do Estado de direito para todos, sem nenhuma consideração étnica, religiosa ou política, pode nos preservar do perigo bem real de um futuro próximo caótico e fatal. Em minha opinião, a tolerância é a única solução realista e honorável a esse perigo iminente.

Com meus sinceros respeitos, Ilmo. Sr. Juiz.
Jafar Panahi, cineasta iraniano

Tela Tudo Clube de Cinema convida para o protesto pela liberdade de Jafar Panahi e do seu cinema humanista, com a exibição de apenas uma de suas obras-primas, porque todos os filmes nascem livres e iguais*.

Outros filmes do diretor, clique aqui

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